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Como identificar um arquivo sem extensão ou com extensão errada

A extensão é o “sobrenome” do arquivo, a forma que alguns SOs (sistemas operacionais) utilizam para interpretar o formato em que o arquivo foi criado e escolher qual programa utilizar para abri-lo. Sua ausência, em um sistema que dependa dela, implica a inutilização do arquivo, da mesma forma que a presença de uma extensão que não corresponde ao formato do arquivo. Por mais digitalmente “educados” que estejam os usuários de computadores, eventualmente nos deparamos com um arquivo que apresenta algum destes problemas. A ocorrência desta falha pode ter vários motivos, seja por descuido do usuário ou por mau funcionamento no programa usado para criar e editar o arquivo. Então, nesta situação, como identificar este arquivo?

“Apaga o arquivo… pra que ficar quebrando a cabeça?!”. Muitos vão pensar assim e de fato, se o arquivo não é relevante, talvez seja a solução mais adequada. Mas o que acontece se o arquivo em questão é importante?

O objetivo deste artigo é apresentar algumas medidas que auxiliem na solução destes problemas.

USUÁRIOS LINUX E MAC OS CLÁSSICO

Bom, se você é usuário do Linux, provavelmente não vai sofrer com esse problema, já que este SO identifica tipos de arquivos com base em suas assinaturas e faz isso a partir da leitura de seus cabeçalhos. Não que o Linux não faça uso das extensões – na verdade, ele faz – mas não são necessárias para que o sistema interprete o conteúdo do arquivo.

Se você é usuário do Mac OS em sua versão “clássica” (até as versões 9.x), também não precisa se preocupar com isso. Ao invés de usar extensões, este SO insere dois tipos de códigos “invisíveis” no arquivo, conhecidos como Type (que informa o tipo de arquivo, como “texto”, “imagem” ou “audio”, por exemplo) e Creator (que informa o programa em que o arquivo foi criado). Com isso, ao acessar o arquivo com um duplo-clique do mouse, ele será aberto com o programa que o criou, mesmo que hajam mais de um programa com a mesma função instalados. Na ausência do programa criador, o SO vai apresentar opções com base no tipo de arquivo. Já a partir das primeiras versões do Mac OS X, o SO passou a fazer uso do sistema de extensões, o que, para a maioria dos “macmaníacos”, foi uma involução, um passo para trás em termos de tecnologia computacional, visto que o padrão anterior era indubitavelmente mais inteligente.

QUANDO VOCÊ PRECISA SE PREOCUPAR

Deixando de lado os conceitos, se você tem um arquivo importante com extensão trocada, ou sem extensão (e sem os códigos de atributos), no Mac OS X ou no Windows, você tem um grande problema.

Mais a título de curiosidade do que solução definitiva, tenho que lembrar que (normalmente) programas para Windows que também têm versão para Linux, desde que não possuam muitas alterações no código fonte, abrem arquivos compatíveis sem necessidade da extensão (da mesma forma que no Linux). Este é o caso do 7zip, que abre qualquer arquivo compatível, mesmo sem extensão, e permite o acesso ao conteúdo deste.

Existem alguns sites que exigem o upload do arquivo, ou a instalação de plugin para proceder à analise do arquivo direto no computador, e alguns programas pagos que tem a função de identificar a extensão do arquivo. Porém, não vejo necessidade de pagar por uma funcionalidade tão básica, ainda que não muito comum, e nem de enviar arquivos enormes para a internet, principalmente quando não se tem uma banda de internet excelente ou ainda de ter plugins de origem duvidosa e com acesso à internet instalados no computador. Portanto, vou apresentar algumas soluções simples e eficientes.

DICAS IMPORTANTES:

Ao alterar arquivos importantes, SEMPRE faça uma cópia de segurança e salve em outro local, seja em outra pasta do computador, pendrive, outro computador ou ainda na internet, através de email ou serviços de armazenamento nas nuvens.

Existe a possibilidade de o arquivo sem extensão ter sido originado em SO diferente do que você está usando. Se as alternativas apresentadas e não apresentaram resultados, considere esta possibilidade e tente abrir o arquivo em uma máquina com outro SO.

Programas compatíveis que abrem arquivos sem extensão não costumam mostrar ao usuário qual é o formato deste arquivo, portanto, a menos que o conteúdo seja copiado e salvo em outro formato, o usuário vai depender sempre do mesmo programa para abrir o arquivo.

Se, mesmo após identificado o tipo de arquivo e alterada a extensão, o sistema operacional não conseguir relacionar um programa para abri-lo, considere a possibilidade de não haver um program instalado que possa lidar com este formato de arquivo. Neste caso, uma breve pesquisa na internet pode indicar um bom programa gratuito para este fim.

USUÁRIOS WINDOWS

Usuário do Windows podem contar com um programa muito eficiente, capaz de identificar quase qualquer tipo de arquivo que possa ser aberto no ambiente Windows. o TrIDNet é um software já um pouco antigo e pouco divulgado, mas que teve sua base de dados atualizada recentemente. É pequeno e de uso simples, basta baixar os dois arquivos contidos na página – o TrIDNet (“.zip” de 33KB contendo o executável do programa) e o TrID XML defs (“.rar” de 804 KB contendo as definições de dados) – descompactar os dois na mesma pasta (sugiro que organize os arquivos da pasta por tipo, já que são mais de 4.790 arquivos e pode ficar difícil achar o executável manualmente) e iniciar o executável.

Uma vez aberto o programa, o usuário vai se deparar com uma interface dividida em três sessões. A primeira (“Select a file to analyze:”) é onde vai ser apontado o caminho para o arquivo não identificado; a segunda é onde vão aparecer os resultados do tipo de arquivo que está sendo analisado; e a terceira é onde vão ser apontadas as definições que vão servir como base de analise. Antes de mais nada, escaneie as definições a serem usadas. Faça isso através do botão “Rescan Defs”. Depois de implementadas as definições, aponte o arquivo a ser identificado através do botão “Browse…”, na primeira sessão, e clique no botão “Analize!”. Os resultados devem ser apresentados na caixa em cinza escuro, identificando, nesta ordem, a porcentagem de compatibilidade do arquivo com a extensão apresentada, a extensão que o arquivo deveria apresentar, o tipo do arquivo e a quantidade de partes daquele arquivo correspondem ao formato indicado. Feita a identificação do formato, basta renomear o arquivo acrescentando a extensão apontada no campo “Ext” (lembrando que a extensão do arquivo é sempre antecedida por um “.”). Exemplo: na imagem acima, ao identificar um arquivo de nome “O corvo.xxx”, no campo “Ext” aparece a extensão “ZIP” (e não “xxx”, como apresenta o arquivo), então o novo nome do arquivo vai ser “O corvo.ZIP”.

Alguns resultados podem apresentar mais de um tipo de arquivo, o que é normal para alguns formatos “mistos”. Nestes casos basta adotar a técnica da “tentativa e erro”… renomeie o arquivo com a extensão que apresenta maior porcentagem de compatibilidade e tente abrir, caso não funcione, tente as outras extensões compatíveis e assim por diante…

USUÁRIOS MAC OS X

No Mac OS X é possível ler os arquivos gerados no Mac OS clássico (sem extensão) graças à compatibilidade que o sistema manteve para a leitura dos atributos escondidos nos arquivos (o type e o creator, como descrito antes). Caso o arquivo não abra, é possível que não haja um programa relacionado instalado que interprete os atributos escondidos, ou ainda que seja um arquivo originado do Windows ou Linux. Se a situação for a primeira (o arquivo foi criado em uma versão clássica do Mac OS e não há um programa instalado que interprete os atributos type e creator), é possível fazer uso de algumas ferramentas encontradas na internet que auxiliam na identificação de arquivos originados no Mac OS clássico. Uma destas ferramentas e o File Type (grátis), que permite a identificação e alteração dos atributos type e creator de forma que o arquivo seja identificado por outro programa. Outra ferramenta é o NameCleaner (pago), que, segundo os desenvolvedores, além da mesma funções do Fyle Type ainda possibilita portar (transferir/converter) arquivos entre os sistemas operacionais Windows e Mac OS.

Com isso, espero ter ajudado a resolver alguns casos que pareciam impossíveis. Boa Sorte!

Fontes de pesquisa: Viva o Linux, FileInfo.com

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Sobre Felipe Tomich

Amante da literatura, música e tecnologia, estudante do curso de Letras/Espanhol, Gamer nas horas vagas, basqueteiro de final de semana, morador do interior por convicção, buscando conhecimento e sabedoria, tentando retardar o tempo.
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    Ótima Matéria !